
Com o tempo você começa a perceber que nem tudo que sonhamos pode se tornar real, simplesmente porque idealizamos mais do que vivemos.
Acreditar em pessoas perfeitas, ou ter sempre em mente a belíssima história da Cinderela pode ser um grande estímulo para encontrar o Amor, mas pode também nos trazer uma versão ilusória daquilo que realmente um verdadeiro amor representa. Imaginamos alguém que seja companheiro, nos respeite e que seja fiel, e que também, tenha uma boa aparência, até aí ok...
No início a paixão te mostra exatamente tudo àquilo que você sempre quis ver, você pensa nunca ter vivido tal felicidade, não existe tempo, medo, dor muito menos responsabilidades, é o momento perfeito... No entanto o tempo (que indiferente do seu sentimento, existe) vai passando e vem trazendo com a convivência tudo aquilo que você não quis ver: os defeitos... Começam as brigas, as diferenças se apresentam, e suas ilusões vão perdendo o sentido e é nesse exato momento em que você percebe como o Amor se apresenta, que na verdade não existem pessoas perfeitas, que assim como você todos têm defeitos, e que amar na verdade é ter responsabilidades, é aceitar as diferenças do outro, é valorizar a individualidade de ambos, é se relacionar com a família, é pensar em tempo, em futuro... É aceitar os problemas do outro e fazer de tudo para amenizar ou resolvê-los, é sentir sim vontade de ficar junto pra sempre, é sentir saudade, é amar aquilo que não se apresenta tão bonito como você achava que era quando estava apaixonado, é falar a verdade, ser sincero, é fazer aquilo que você não quer, mas precisa, é ter dor de barriga, soltar pum, acordar com bafo de manhã e ainda sim morrer de vontade de beijar o seu amado quando o vê... É dividir o último chocolate, levantar de madrugada com sono e preguiça pra pegar água, é sentir ciúme, aliás, morrer de ciúme e ficar cego de raiva quando a possibilidade de não ter essa pessoa que não é perfeita por perto, parece se tornar real, é discutir por coisas tolas, e sérias também, é ouvir um: Me passa o controle... Quando você espera ouvir Eu te Amo, é fazer amor gostoso, e ás vezes preferir ver um filme abraçado, é conversar sobre o tudo e o nada, é ter a pergunta misteriosa no final da noite, é falar Eu te amo de várias maneiras e a todo o tempo, é ser romântico, é irritar até chorar, é rir até doer a barriga, é não perceber nada a sua volta quando o beija, é comer bobeira de madrugada, é sentir um pé gelado quando você já está aquecido, é ser o pé gelado, é não ter olhos, e nenhuma outra parte do corpo e ou sentimentos pra outra pessoa que não pra ele, é não saber como viver sem ser por, ou sem ter ele por perto, é encontrar músicas que você gosta de ouvir só porque você sempre se lembra dos olhos dele, é ser piegas, é poder ser você mesmo, é falar o que você quer, é querer tudo o que de alguma maneira se apresente essencial para ele...
Então você percebe que não precisa de nenhuma coisa que não seja ficar o mais próximo que puder dele, que a partir desse momento, não há como voltar atrás e você se sente a pessoa mais feliz por isso, e que se algo ruim acontece você sente perder o seu mundo, o seu chão, porque não gosta nem um pouco de sentir seu amado triste, é viver a maior felicidade, a verdadeira felicidade, afinal,
Amar é sentir na felicidade do outro a própria felicidade.